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Amputação de pênis: mais de 5,8 mil foram 'mutilados' pelo câncer no Brasil

O câncer de pênis é uma doença que, apesar de pouco comentada, tem impactado a vida de milhares de homens no Brasil. Nos últimos 10 anos, mais de 5,8 mil brasileiros tiveram o pênis amputado devido a essa condição. A falta de prevenção e o diagnóstico tardio contribuem significativamente para esse cenário preocupante.

Neste artigo, abordaremos os dados mais recentes, os principais fatores de risco, opções de tratamento e, principalmente, como prevenir o câncer de pênis.

Estatísticas e dados atualizados sobre o câncer de pênis

O câncer de pênis representa cerca de 2% dos cânceres em homens no Brasil.

Entre 2013 e 2022, aproximadamente 19,9 mil homens foram diagnosticados, resultando em uma média de dez amputações por semana.

No período de 2014 a 2023, houve 4.502 mortes associadas à doença.

O Brasil está entre os países com maior incidência da doença, junto com Quênia, Uganda, Egito e Índia.

As regiões Norte e Nordeste têm os maiores índices devido a fatores socioeconômicos e à falta de acesso a serviços de saúde.

Fatores de risco para o câncer de pênis

O câncer de pênis é altamente evitável, mas alguns fatores aumentam significativamente o risco da doença:

Má higiene íntima: O acúmulo de secreção (esmegma) favorece infecções e inflamações crônicas.
Infecção pelo HPV: O vírus do papiloma humano está presente em grande parte dos casos de câncer de pênis.
Falta de circuncisão: Homens não circuncidados têm maior risco de desenvolver o câncer, pois o prepúcio pode facilitar a retenção de sujeira e infecções.
Tabagismo: O uso de cigarros e outras formas de tabaco está associado ao aumento da incidência do câncer.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações graves e a necessidade de amputação.

Como é feito o diagnóstico?

Exame físico por um urologista.
Biópsia da região afetada para confirmação do câncer.
Exames complementares para avaliar a extensão da doença.

Opções de tratamento

Cirurgia para remoção de lesões iniciais.
Amputação parcial ou total em casos mais avançados.
Radioterapia e quimioterapia podem ser utilizadas dependendo do estágio da doença.
A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) tem promovido mutirões de postectomia para conscientização e prevenção.

Como prevenir o câncer de pênis?

A prevenção do câncer de pênis é relativamente simples e eficaz. Algumas medidas essenciais incluem:

Higiene íntima adequada: Lavar a região genital diariamente com água e sabão, evitando o acúmulo de esmegma.
Vacinação contra o HPV: Disponível no SUS para meninos de 9 a 14 anos e recomendada para adultos que ainda não foram imunizados.
Uso de preservativos: Reduz o risco de DSTs, incluindo o HPV.
Circuncisão (postectomia): Procedimento indicado para casos específicos, especialmente em crianças com fimose recorrente.

Regiões mais afetadas no Brasil

As regiões Norte e Nordeste lideram os índices de câncer de pênis, possivelmente devido a fatores como:

Falta de acesso a informação e educação sobre higiene íntima.
Menor cobertura de vacinação contra o HPV.
Dificuldade no acesso a especialistas e exames de rotina.

A informação salva vidas

O câncer de pênis é uma doença evitável, mas que ainda afeta muitos homens no Brasil devido à falta de prevenção e diagnóstico tardio. Medidas simples, como higiene adequada, vacinação e uso de preservativo, podem reduzir drasticamente a incidência da doença.

Campanhas de conscientização e mutirões de postectomia realizadas pela SBU são fundamentais para a prevenção e tratamento precoce. Cuidar da saúde íntima é um ato de responsabilidade e bem-estar. Homens de todas as idades devem estar atentos e buscar acompanhamento médico sempre que necessário.

A informação salva vidas. Compartilhe este conteúdo e ajude a conscientizar mais pessoas!